Ataque ao PT se deu em diversas frentes, razões existem há décadas, mas o foco sempre foi a riqueza do país produzida pelo sua gente trabalhadora e esforçada.

 

MapaMundi_PIB

Começou com o desmonte do “núcleo duro” do governo Lula – Dirceu, Gushiken, Genoíno e outros, refez–se num balão de ensaio no ano de 2013 e se concretizou com o golpe contra Dilma em 2016… (1) (2)

Tirar Dilma e Lula do páreo é mais do que uma relação eleitoreira, trata-se de um projeto ideológico continental, é uma reação\exercício de manutenção do predomínio do projeto ocidental do capitalismo hegemônico sobre os países que o representam na Europa e nas Américas, em oposição às forças de mercado que vem das potências orientais – China e Rússia aliadas à Índia e à África do Sul, países que formaram o BRICS, este por sua vez, um poderoso bloco integrado de interesses econômicos e expansionistas que busca fugir, se contraposicionar e criar opção ao modelo de (des)equilíbrio mundial sustentado pelos sistemas de dominação que USA e Europa apresentam aos países ocidentais, dominados pela força de sistemas internos organizados à submissão destes interesses (grandes bancos privados, além do FMI, do Banco Mundial e de complexos industriais e de serviços interligados, que drenam a energia destes países). O BRICS (3) surgiu assim com uma oferta de mercado orçada em US$ 100 Bilhões, o que é mais do que a soma dos PIBS de muitos países que negociam no mercado mundial. Inimigo potencialmente indesejável para FMI, BID, BM, financistas de Washington, de Londres, Alemanha e outros países capitalistas europeus, cujas missões entre outras seria dar suporte financeiro estratégico aos países membros ou credoras, sem eliminar a “sensação” bastante calcada na realidade da dependência destes créditos, a partir de um ciclo elaborado e constantemente revisto de regras (dez amarras fundamentos) que impedem o pagamento da dívida adquirida. Tratou-se imediatamente de impedir o crescimento dos BRICS …(4) (5) (6)

A ofensiva contra o Partido dos Trabalhadores no Brasil se dá com vistas neste foco de eventos aparentemente díspares e distantes, principalmente porque quando se pensa Rússia, lê-se o arqui-inimigo dos USA surgido na Guerra Fria, em meados dos anos 1950 e seus ‘satélites aliados’, países que organizados sob a discussão acalorada entre cientistas, pensadores, filósofos e intelectuais do projeto socialista (7) formaram um dia a chamada ‘cortina de ferro’ (8) (fato que implica e se traduz numa poderosa tecnologia daí resultante, dos carros populares à conquista do espaço, passando pelo desenvolvimento de novas formas de produção e uso de energia nuclear e das armas de destruição em massa), poderes regionais resultantes da corrida armamentista do pós-guerra e do reposicionamento geoestratégico pelo planeta na luta por recursos e polos de influência, incialmente dentro da própria Europa onde a grande guerra (9) se instalou. Novos dados e análises históricas demonstram todo o interesse e apoio dos aliados em deixar Hitler e o nazismo alemão (10) lutarem contra o comunismo soviético (11) e só houve uma forte reação contrária quando em nome de pureza ariana, do cristianismo racial nacional e doutrinário o nacional-socialismo alemão se tornou desinteressante e até perigoso para o resto da Europa (Inglaterra e França, principalmente). Pode-se imaginar que a Segunda Guerra foi uma jogada dos aliados colonialistas europeus para ampliar o domínio sobre o mundo e que a Alemanha foi só um bode expiatório, Hitler foi a testa das ações que seria dispensável após algumas conclusões. Obviamente, como em todo plano, a reação do bloco comunista apresentou um divisor (muro, cortina de ferro etc) instransponível. Um plano B (já pronto para estas emergências) foi rapidamente posto em prática.

Aqui vale à pena uma pesquisa para ver os desdobramentos ‘religiosos’ – a questão judaico-palestina como continuidade da guerra fria (12) (fora do eixo europeu) em seus princípios com a criação do enclave de Israel (mais muros) e a consequente divisão dos países do Oriente Médio, antes sob a influência dos principais atores colonialistas europeus na região – França e Inglaterra – e que se viram atraídos para a esfera de influência da URSS, uma reação que não se podia aceitar. Foi preferível aos aliados ocidentais perderem tudo e deixarem atrás de si um conglomerado de tribos fragmentadas e cheias de intrigas entre líderes regionais do que entrega-las à URSS. Vale à pena ver também o papel de Roma na questão, que embora submerso deteve papel relevante nas propostas e soluções utilizadas para a manutenção da Europa unida e da revisão da partilha África – uma segunda colonização em contínuo histórico à primeira guerra mundial – entre os países colonizadores europeus (Espanha, Portugal, Itália, Holanda, Bélgica, a própria Alemanha, além da França e da Inglaterra também detentoras de colônias por todo o território negro.) (13)

Em seguida quando se fala na milenar China (14) (e dos países que orbitam a sua esfera de influência regional, à exceção da Coreia do Sul e do Japão – com seus muros respectivos) deve-se imaginar a mesma força e capacidade, aliando-se a isso uma enorme população e uma consistente penetração no mercado comercial produtor e consumidor mundial com bens (dos carros populares à conquista do espaço passando pela produção e uso de tecnologia de energia nuclear) a ponto de desequilibrar a balança comercial do mundo ocidental, antes dominado pelas forças capitalistas tecnológicas e financeiras da Europa e dos USA. Diga-se o mesmo da antiquíssima cultura da Índia (15) (e de seu muro “recentemente construído” com Paquistão na região de Caxemira – país que em termos de população se posiciona como segunda maior do planeta, atrás da China – e como aquela detém impressionante exército de mão de obra, ultimamente com forte direcionamento às aplicações do desenvolvimento tecnológico (com destaque para a nano e microeletrônica informatizada – sistemas e softwares) com parque industrial gigantesco e domínio da produção e uso da energia nuclear também com a fabricação de armas de destruição em massa.

Numa posição estratégica geograficamente analisando-se, temos a África do Sul (16) que embora não seja exatamente uma potência econômica é a rota oceânica mais interessante, já que dar a volta pelo Pacífico inviabilizaria parte do projeto mundial de reequilíbrio, pois dificultaria as ações da Índia já que a navegação se daria por águas internacionais protegidas e vigiadas pelas frotas de ataque-defesa norte-americanas e europeias no Pacífico Sul, desde a Polinésia francesa, Austrália, Japão e a quarta-frota naval norte-americana ultimamente estacionada próxima ao Chile. (17) Além disso, a inexistência de portos suficientemente desenvolvidos capazes de atender ao enorme trânsito de mercadorias que se estabelecerá na costa Oeste da América do Sul com capacidade para atender às demandas – de alimentos aos minerais e combustível fóssil (?) – dificulta ainda mais esta aproximação.

Uma das frentes, então, comumente usada e talvez de menor importância, dada à sua localidade, ou regionalidade, e apresentada como saída ao impasse no jogo enorme de interesses que se estabelece neste tabuleiro mundial, que muitos estudiosos dizem ser os efeitos de um processo de globalização (18) diz respeito ao ataque e evidente prejuízo causado nas duas pontas mais frágeis do “inimigo”, visto este como um bloco único a se formar – BRICS – e cada uma destas pontas com suas características e modos específicos de ação, a saber, as recentes tentativas de enfraquecimento das relações da Rússia via crises da Ucrânia\Chechênia com os países europeus, unilateralmente alinhados aos USA, mas dependentes em boa parte da produção e do escoamento do gás russo que abastece cerca de 30% do consumo europeu e que atravessa o território ucraniano etc, jogos de poder e interesses cuja finalidade será  sempre isolar o governo de Vladimir Putin (19) e o ressurgimento da potência soviética, que pela defesa de posições firmes e estratégias de contraponto ao poder dos USA na região (20) não é bem visto pelos acólitos de tio Sam, e do outro lado, na ponta onde as ações não são tão trágicas e belicistas do ponto de vista internacional (não há movimentação de tropas, exércitos de um país contra outro etc, mas são inúmeros os conflitos internos: embora ainda seja real a violência das PMs contra a população mais pobre nos estados da União, ações ainda baseadas na ideologia do regime autoritário impostos ao país partir de 1964 – época da ditadura (21)) está o Brasil, país fornecedor de matérias primas, alimentos, e em breve, por conta do Pré-sal e suas jazidas bilionárias, também futuro fornecedor de combustível dos BRICS e seu aliados, desta vez, pela criação de duas ferrovias (uma delas patrocinada pela China) que atravessam o Brasil  partido das regiões centro-Sul-Oeste em direção, uma para o Pacífico no Peru a Oeste (em atenção ao mercado asiático), e outra para a Europa no Leste (a partir do porto de Itaqui no estado do Maranhão – Norte do país), sem falar do controverso porto Mariel em Cuba (ao Norte) que também atenderia e facilitaria o escoamento de matéria–prima para USA (minérios e alimento) e Europa. Tais investimentos estruturais nas vias de comércio marítimo internacional de grande porte desarticulam em parte ou apresentam e redimensionam, por razões de ordem econômica, a importância dos portos no Sudeste e Sul do país, nos estados do Espírito Santo, São Paulo e Paraná para onde se dirigiam até então as grandes cargas de produtos exportáveis produzidas no país e onde chegavam os produtos da importação. (22) (23) (24) (25) (26)

O crescimento do Brasil, que concentrou grande parte de suas economias na equalização das diferenças regionais, distribuindo, inclusive, os pontos de produção\geração de energia ao levar desenvolvimento para regiões tidas como cronicamente subdesenvolvidas e, como eram dentro dos antigos planos das antigas oligarquias e da manutenção do estado de dependência na relação Norte\Nordeste para Sudeste\Sul provocou a ira das elites econômicas internas, alterou a dinâmica do fluxo de capitais e, num segundo movimento atraiu a atenção do mundo, principalmente dos financistas que vivam e estavam acostumados aos métodos antiquados da concentração da renda nas regiões Sul e Sudeste. (27) om este aporte de crescimento, aliado ao aquecimento do mercado interno implementado a partir do segundo mandato do presidente Luis Inácio da Silva – Lula – o Brasil assume a liderança regional e torna-se visível no cenário mundial.

O golpe começa a nascer. Foi justamente esta a estratégia utilizada: enfraquecer as relações internas do estado brasileiro, levando-o a um separatismo virtual, em primeiro momento, e acirrando as tensões de classes sociais, e a partir de um breve balão de ensaio proposto e levado a cabo em junho de 2013, lançou-se as sementes de uma típica primavera tupiniquim, que visava claramente desestabilizar o governo eleito de Dilma Roussef e do Partido dos Trabalhadores (no poder desde os governos Lula), ações que se confirmaram no decorrer do tempo a partir do impedimento de suas ações, via bloqueio do congresso nacional nas duas casas, cheios de conservadores, arrivistas e lobbys (departamentos jurídicos políticos das grandes empresas e de setores da economia privada com interesses particulares nos recursos do país) e depois do impedimento da própria presidenta eleita – caracterizado como golpe institucional – as instituições e poderes no país, legislativo e judiciário se uniram contra o voto popular e contra o processo democrático em andamento e afirmaram a ruptura do mesmo, porque mais uma vez (talvez desde a primeira República, depois com Getúlio Vargas na década de 50, e em 1964) paira na cabeça dos artífices a “ameaça comunista” e a chance de perderem o domínio sobre a maior colônia de extração de riquezas do Atlântico Sul… Isto, porém, só se concretizou com uma aliança forte entre as lideranças e oligarquias regionais de oposição, notadamente os governadores, senadores e empresários dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e os partidos PSDB e do PMDB, FIESP e outras representações civis organizadas em torno do capital. (28) (29)

Claro que há diversos níveis de maldade empregados nas jogadas desde então. A partir de 2001 iniciou-se uma era de independência econômica do Brasil em relação aos capitas exclusivos dos USA e europeus e isso incomodou muita gente graúda, lá fora e aqui dentro. Os representantes do capital internacional das empresas estrangeiras aqui dentro, a oposição, empresários, oligarquias e a imprensa nacional muito criticaram Lula e suas viagens internacionais intermináveis, mas não deram um ponto sequer quando o país assumiu a quinta posição no ranking das economias estáveis do planeta, elevou seu PIB, (atualmente em queda graças às crises repetidas do capitalismo mundial) para a casa dos trilhões anuais (30) gerou uma reserva cambial de mais de 370 bilhões de dólares (31) e apareceu no mapa mundial como capaz de erradicar a fome, tirou mais de 30 milhões de pessoas da miséria, (32) gerou internamente um mercado consumidor médio com garantias de livre circulação de bens, serviços, capitais e pessoas que ultrapassou países como a Inglaterra e criou programas sociais que despertaram a atenção dos USA e outros países potências mundiais, inclusive ao elevar o salário mínimo para US$ 300. (33) A comparação com os valores reais pagos na década de 1990, por exemplo, demonstra por si só a evolução dos valores e da profunda transformação social que o Partido dos Trabalhadores e a esquerda aliada e não golpista promoveu no Brasil em tão pouco tempo.

Graças a estas ações que as elites chamam de ‘populista de esquerda’ Lula foi indicado ao prêmio Nobel, foi indicado para assumir uma cadeira na ONU, foi agraciado com diplomas e comendas em dezenas diversas universidades centenárias de renome internacional e mundialmente ranqueadas, enfim, despertou a admiração das elites mundiais, mas também a antipatia daquelas e das elites regionais que viram no operário nordestino que deu um jeito no Brasil um inimigo a ser derrotado, pelo simples fato das suas ações terem alterado definitivamente o status quo dominante.

Era preciso detê-lo, de qualquer modo e um muro também surgiu em Brasília. Sintomático? Revelador… As elites dominantes e traidoras da república não querem um país para todos. Preferiram dar o golpe e condenar o país definitivamente a um estado caótico de coisas que pode não ter volta.

 

REFERÊNCIAS –

(1)- https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_dos_Trabalhadores#Funda.C3.A7.C3.A3o

(2) http://www.pt.org.br/

(3) http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/mecanismos-inter-regionais/3672-brics

(4) https://pt.wikipedia.org/wiki/Fundo_Monet%C3%A1rio_Internacional e

http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/diplomacia-economica-comercial-e-financeira/119-fundo-monetario-internacional

(5) http://www.iadb.org/pt/banco-interamericano-de-desenvolvimento,2837.html

(6) https://pt.wikipedia.org/wiki/Consenso_de_Washington

(7) https://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_cient%C3%ADfico

(8) https://pt.wikipedia.org/wiki/Cortina_de_Ferro

(9) https://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial

(10) https://pt.wikipedia.org/wiki/Alemanha_Nazi

(11) https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Comunista_da_Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica

(12) https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Fria

(13) http://www.pucrs.br/ffch/neroi/mono_revista.pdf

(14) https://pt.wikipedia.org/wiki/China

(15) https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndia

(16) http://www.africadosul.org.br/

(17) http://www.naval.com.br/blog/2010/08/16/a-quarta-frota-e-a-estrutura-militar-unificada-dos-eua/

(18) https://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o

(19) https://pt.wikipedia.org/wiki/Vladimir_Putin

(20) http://periodicos.pucminas.br/index.php/fronteira/article/view/5068

(21) http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/mapaViolencia2015.pdf

(22) http://www.petrobras.com.br/pt/nossas-atividades/areas-de-atuacao/exploracao-e-producao-de-petroleo-e-gas/pre-sal/

(23) http://www.agricultura.gov.br/

(24) http://www.portodoitaqui.ma.gov.br/

(25) https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_de_Mariel

(26) http://www2.planalto.gov.br/noticias/2015/05/portos-do-brasil-registram-aumento-de-volume-de-cargas-no-primeiro-quadrimestre-do-ano

(27) http://www.ipea.gov.br/bd/pdf/Livro_BD_vol3.pdf

(28) http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/registrados-no-tse

(29) http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/30/politica/1459289168_509972.html

 

(30) http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-03/ibge-pib-fecha-2015-com-queda-de-38

(31) http://www.bcb.gov.br/?rp20160512

(32) https://nacoesunidas.org/crescimento-da-renda-dos-20-mais-pobres-ajudou-brasil-a-sair-do-mapa-da-fome-diz-onu/

(33) http://www.trt3.jus.br/informe/calculos/minimo.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Está feito!

EDUCAÇÃO, LÍNGUA E CONTINUIDADE –  Um projeto político ideológico.

Por que destruir a língua e a Educação?

 

“… além de minimizar a formação humanística de caráter mais integral, a educação racionalizada (pedagogia do treinamento), continua a ser usada como mecanismo de ascensão social e de obtenção de status privado. O capitalismo reduzia tudo, inclusive a educação, à mera busca por riqueza material e status. Marx via no capitalismo a escravidão do ser humano por meio da alienação do trabalho, e na educação a possibilidade de romper com ela.” (Max Weber – Ação Social)  

 

A Educação no Brasil serviu para fortalecer os laços da dominação do estado português com a nova sociedade colonial que se erguia no continente. De fato, lá pelos 1650, quando os portugueses decidiram, enfim, ocupar as terras e explorá-las para além do pau brasil, a necessidade de manter contato com os distantes centros exploratórios e a metrópole passava por um empecilho enorme. Comunicação, melhor, a dificuldade\falta dela. Além dos meios existentes serem precários, outra questão adjunta, óbvia e fulcral apertava o nó: a língua. Ora, depois de atravessar um oceano, serras, planaltos e planícies, vales e florestas, as mensagens chegavam, se chegassem, truncadas ou deformadas pela oralidade, cada conto acrescentando um ponto, tornando as narrativas, por vezes fantasiosas e suscitando enormes dúvidas entre os interlocutores. Daí a necessidade de tais registros serem feitos de forma civilizada, organizada a fim de possibilitar o perfeito entendimento dos relatos, dos fatos, da história recebida e a ser apreciada.

Qual seria esta forma? Qual a mais adequada e ideal maneira de cobrir tais distâncias sem perder o conteúdo explícito do momento observável, distorções daquilo que realmente importava – do fato em si? Até poderia ocorrer algum floreio, requintes e adornos que impressionassem à corte, aos ministros, ao rei leitor, enfim. Coisas de etiqueta e estilo. Mas, o que importava mesmo era, dentro de um processo que chamamos de dialético de comunicação: emissor – fonte – recepção (e possível feedback) receber as informações exatas, o concreto dos acontecimentos para poder decidir que rumo tomar, quais atitudes correspondiam às necessidades explicitadas e solicitações na missiva. Opa! Respondi. Sim! A missiva, a carta, a folha de papel escrita e assinada narrando os fatos e sua veracidade. Contudo, mesmo ela se tornava um problema, pois era necessário de lado emissor quem a soubesse escrever, e ler também, porque esta é uma estrada de mão dupla. Assim, como levamos nossos celulares hoje a todos os lugares, no trabalho e no lazer, os missivistas, ou escribas, ou escrivães saiam em todas as direções carregando em seus alforjes e bolsas muito papel, penas e tinteiros em quantidade, com o que acreditavam estarem munidos e serem suficientes para satisfazer o montante de notícias e relatos a fazer e enviar aos seus empregadores – no caso aqui ministros, a corte e os reis! Equivalem a baterias e aos carregadores atualmente, com a dificuldade evidente que não era qualquer lugar que tinha papel, pena e tinta para se reabastecer. Depois de sair do navio e do entreposto inicial, era cada um por si. E em 1600 isso aqui era uma enorme floresta! Caso o missivista se perdesse, adoecesse ou viesse a falecer a comunicação estaria comprometida, até rompida.

Escrever era (e ainda é) uma função vital – sua narrativa e sua descrição serviam de olhos, nariz, ouvidos e punha palavras na boca do rei, que era quem, em última análise, tomava as decisões finais. A palavra escrita era a ponte entre o real e o imaginário distante. Eis porque tinha de ser alguém com domínio da língua. Quanto mais e melhor fosse a sua técnica redacional, seu conhecimento dos meandros da língua utilizada, a saber, da sintaxe, da estrutura lexicográfica, da gramática, e dos estilos, enfim a estética funcional a ser utilizada, mais e melhor despertariam a atenção e o interesse do leitor, no caso ministros e reis, seriam atraídos para a causa descrita. Para isso, claro, ter-se-ia de ensinar, educar as pessoas a ler e a escrever, e isso só era possível lá na metrópole, a mãe da língua derivada do latim vulgar, onde se a praticava amiúde, resquício do império romano latino já desfeito. A universidade de Coimbra data de 1° de março de 1290, segundo os historiadores. Aqui, na nova colônia, Terra de Sta. Cruz, de Vera Cruz e, por fim, Brasil era uma selva, povoada por outras línguas, outras culturas e povos, por caso ágrafos, ainda que dotados de imensa cultura e conhecimentos sobre onde viviam. Contudo, pólvora e ganância deram conta do recado. A Educação falhou?

Assim a Educação pela língua como projeto ideológico de desenvolvimento e integração na colonização, as correspondências, o correio da colônia para os centros de controle na metrópole obedeceu a um imperativo e estrito código ideológico de conquista e manutenção. Era uma necessidade básica, afinal embora o tivesse descoberto, para Portugal o Brasil era terra de ninguém (servia até de exílio forçado para expatriados) e assim pensavam e agiam outras nações europeias que já viviam explorando o espaço continental do país, cheio de conteúdos interessantes. Ou Portugal ocupava ou perderia o rico torrão.

A língua portuguesa era muito difícil, senão inacessível para a grande maioria da população comum de Portugal. O povo a falava, claro, cada um à sua maneira com os erros e acentos comuns, e embora a estrutura, o esqueleto (o somathòs) estivesse presente, raiz inabalável do latim já deturpado pela ordinária contribuição popular, poucos eram os que a liam e a escreviam, e  menos ainda aqueles que o faziam de forma absolutamente correta, atributos estes restritos aos filhos ilustres da corte – a elite – que frequentavam a universidade ligada à Igreja medieval, ao clero (a educação não era uma proposta\projeto popular – era direcionada para a elite, como defendiam os Sofistas na Grécia clássica, mas que na Europa por razões sociopolíticas, desde a queda do império romano lá pelos 450 dC. ficou restrita aos muros dos mosteiros, conventos e abadias). Aos jovens filhos abastados eram franqueados estudos e disciplinas tais como Astronomia e Matemática, Política, Filosofia, Retórica, Gramática, Música e Artes (incluindo Arquitetura), as Ciências Naturais e as Línguas, espaços curriculares divididos em Trivium, os anos iniciais e Quadrivium* (talvez equivalente a um pré-universitário). Dali para frente, para continuidade e aprofundamento nos estudos só uma imersão absoluta nos códices da conduta monástica, talvez por toda a vida!

Desta forma, também não é de estranhar o fato de que para a população colonial de origem portuguesa vivente no Brasil, e, portanto, distante da metrópole, e por isso mesmo pobre e sem aceso às riquezas e benesses do reino, e mais ainda para os estrangeiros, os de outras nacionalidades que para cá vinham por motivos diversos, a língua portuguesa fosse uma aberração, uma loucura com a qual jamais se acostumariam, e, para tanto há que se considerar, inclusive, que por serem muitos dos imigrantes analfabetos, agricultores familiares acostumados às lides campestres, de pequenos vilarejos de Portugal e de outros cantos da Europa que a partir dos séculos XVI, XVII em diante vieram tentar uma nova vida aqui, longe de suas pátrias, a questão da comunicação fosse assaz problemática.

O projeto educacional português detinha então esta prioridade/proposta? Sim. Em qualquer lugar do planeta a Educação, em qualquer tempo histórico e para qualquer país, tribo ou comunidade há uma proposta, detém uma prioridade. Educar encerra um sentido, uma ideia, um objetivo, ou muitos objetivos. É um sistema\ferramenta amplo de adaptação e controle sobre à vida. Sem ela não estaríamos aqui. Sem ela o próprio sentido de humanidade, de comunidade, de país ou língua estaria perdido numa selva de crueza e malfeitos leviatânicos*.

Antigamente, na Grécia e no império romano os filhos da elite, dos patrícios, eram conduzidos às escolas por pedagogos – estes eram ‘meros acompanhantes’, mas, obviamente, detinham conhecimentos que eram repassados às crianças em formação escolar, com quem discutiam o ensinado nas escolas, como que reforçando o aprendizado ou tomando as lições diárias. Na verdade, eram mantenedores do sistema educacional ideológico proposto e estruturado para educar os pequenos e futuros representantes da elite. Educar era assim, no sentido mais estrito do termo: colocar em um caminho – vem do latim: educere – colocar o jovem sem luz (alumni), o pequeno aprendiz no caminho da elite que detinha, e controlava, claro, o acesso ao processo educacional (tal pai, tal filho). Os sofistas gregos (entre eles Protágoras de Abdera para quem o “homem era a medida de todas as coisas!”) foram os primeiros a entender e a divulgar a noção de que a Educação deveria ser vista como um produto – e que, portanto, ela deveria ser paga – porque para ela, para a Educação, estaria destinada a função de traduzir o mundo conceitual, as ideias que estruturavam o modo de ser e de viver da elite (paidèia para os gregos)*. E ser da elite era não ser popular, significava estar e não ser das ruas, ter sangue nobre, não ser mestiço ou ter mistura de nacionalidades, ser guerreiro, cavaleiro etc… Grego puro, romano puro, alemão, japonês, norte-americano blá, blá, blá se é que isso é possível! Uma idiotice que se repassa e se repete historicamente na saga vampiro versus lobisomem das histórias em quadrinhos infantis até então etc… Em oposição a estes estavam outros pensadores, dentre eles Platão* e Sócrates, que preferiam a educação livre, nas praças, uma coisa pública. Exatamente: coisa pública – res publica – República*. Embora eles não fossem democratas (preferiam um rei no comando da Pólis, ou das Poleis, e que preferencialmente fossem filósofos) entendiam que a Educação deveria ser para todos os que nela tivessem interesse. E a pedagogia que não entender e não se debruçar sobre isto está colocando em risco a saúde e avida das pessoas que precisam ser educadas.

Atualmente, vivemos no Brasil os efeitos de processos que querem evitar esta ordem, e que pretendem destruir esta propriedade, a organicidade que preparara os jovens humanos e os coloca no caminho da humanidade e os instiga a se portarem como tal, de forma livre, pública e democrática. Uma série de manifestações politizadas de caráter meramente comercial, e claramente ideológico (o pano de fundo é diáfano e de difícil interpretação imediata), intentam o desmonte da educação pública e, por conseguinte, da própria estrutura interna do país. E se a Educação, em si, como dito tem propósitos, tem objetivos, destruí-la, desmontá-la por sua vez esconde outros. Dizer hoje que a escola não tem partido, ou ideologia que a oriente em seus princípios orientadores é o mesmo que querer impor a cegueira! Perder o controle. O estado monárquico português sabia disso! Educar para controlar pela língua – mais de 70% das aquisições conscientes e talvez inconscientes da vida se dão\transmitem pela língua\linguagens. Importava aos reis, às elites dominantes, que pudessem receber informes das suas colônias (assim como as grandes empresas, os bancos os recebem de suas filiais) pelos meios práticos utilizados à época: as cartas*, e depois com a aquisição da imprensa – a tipologia de Guttemberg – os jornais, a imprensa, contendo os dados de crescimento, do desenvolvimento, diário, mensal, anual, a vida da colônia, em suma. Óbvio! Controle. Por ela também conseguimos nos libertar do estado português e criar este país, ainda cheio de problemas, se construindo diariamente, buscando sua identidade. Mais, os meios termos do processo educacional e o que foi se somando a isso a partir do implemento das novas tecnologias e a renovação constante do arcabouço ideológico, sempre crescente (as modernas TICs oferecem a alguém os dados para orientar as suas ações, sejam elas humanitárias, sejam elas bestializantes.) De Pero Vaz de Caminha, aos anônimos colonos com seus problemas, aos bairros, cidades e estados que atualmente moldam o conturbado país chamado Brasil, a educação quer dizer exatamente, mas não apenas isto: controle sobre a população – assim obtém-se o conhecimento – o estado conhece a sua gente, a sua população, recolhe dados sobre esta e os analisa, e pensa em como estabelecer as políticas e atender às demandas sociais de forma republicana. Ao mesmo tempo oferece a Educação como ferramenta estrutural básica para o cidadão, aquele que vive nas cidades poder se erguer diante das feras e bestas e deixar de agir como tal, para se comportar em sociedade como humano – entre diferentes, na percepção ideal de que a prefeita liberdade é, em suma, um jogo constante de contínua interdependência relativa, a fim de entender as regras do jogo, propor mudanças com vistas à melhoria evolutiva da sociedade e dos diversos setores que a conformam. Deveria ser assim. Mas, não é!

Então, o estado abriu mão do controle social sobre sua gente? Não. Ele ainda o quer, e muito, até porque vive dos impostos que cobra. Mas, o governo atual, amparado por um golpe institucional e envolto nas sombras dos interesses privatistas, numa manobra esdrúxula e criminosa prefere destruir a Educação formal, humanitária, abrangente e para a vida, e em seu lugar estabelecer um projeto reducionista de educação para o trabalho. Errado? Também não. Não completamente, mas em grande parte um engodo, um retrocesso histórico cujo escopo é a dominação. Basta ver a ‘bula’ das profissões brasileiras*. Quantas exigem ensino médio, quantas exigem ensino especializado, quantas exigem ensino superior, pós-graduação, mestrado, doutorado e além etc e compará-la com a oferta. E, fundamentalmente, porque a atual política educacional, embora se diga pública, não é para o público, é contra o público, se enquadra dentro de um projeto neocolonialista, neoescravagista limítrofe, ancorado no neoconservadorismo pseudoliberal apenas e tão somente porque pretende  resumir a vida de um ser humano, do homem e da mulher desde criança até a velhice em seu trabalho (não por acaso muito mal remunerado). O ser complexo dotado de múltiplas inteligências, o humano como assinalou Howard Gardner* e seus colaboradores em suas pesquisas das inteligências múltiplas, anseia pelo conhecimento e o busca alcançar incessantemente e por diversos meios, materiais, intelectuais, emocionais, espirituais porque com eles pode ampliar o seu domínio sobre si mesmo, e alcançar, a partir daí, o entendimento do outro, da sociedade, do mundo, da vida, e chegar a um estágio de felicidade complementar àquele obtido pela plena realização profissional, como bem descreveu Aristóteles em sua Ética* há dois mil e quinhentos anos atrás.

Ah! Em termos materiais, nada devemos a Portugal! Pelo contrário…

 

Bibliografia, referências e pesquisa de apoio:

*Leviatã – Thomas Hobbes (pdf) em – https://pensamentosnomadas.blogs.sapo.pt/livros-de-thomas-hobbes-em-portugues-61656
*Trivium e Quadrivium – As Artes Liberais na Idade Média – Mongelli, Lenia Marcia / Friaça, Amâncio – Editora IBIS
*Monteiro Lobato e a presença Francesa em A barca de Gleyre – https://books.google.com.br/books?isbn=8574196975 – Ana Luiza Reis Bedê
*Platão & a Educação – https://books.google.com.br/books?isbn=8551301519 – Jayme Paviani
*A república – Platão –  https://www.amazon.com.br/Rep%C3%BAblica-Plat%C3%A3o-J-Guinsburg/dp/8527307677
* Paidéia: A Formação do Homem Grego –  www2.uefs.br/filosofia-bv/pdfs/jaeger_01.pdf
*Direito do trabalho: profissões regulamentadas sistematizado – https://books.google.com.br/books?isbn=8536123249 – José Alcimar de Oliveira Cruz
*Inteligências Múltiplas – https://books.google.com.br/books?isbn=8536323574 – Howard Gardner, ‎Jie-Qi Chen, ‎Seana Moran
*Aristóteles para quem busca a felicidade: A resposta da filosofia … https://books.google.com.br/books?isbn=8573128445 – Jean Vanier
*Aristóteles & a Educação – https://books.google.com.br/books?isbn=8582179421 – Angelo Vitorio Cenci
*Conceitos básicos de filosofia e política no século XXI – Volmer Silva do Rêgo – CBJE – RJ 2014
*Sociedade, Educação e desencantamento em Max Weber – https://pedagogiaaopedaletra.com/sociedade-educacao-desencantamento-max-weber-2/
*Max Weber – https://siaiap32.univali.br/seer/index.php/rc/article/view/143/122

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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politikos

para computador, videogame, android (estrutura pronta desde 2013)

Banalização da Macroestrutura de um país quase ‘finalizado’ ajoelhado pela ausência da Política – o elo regulador.
(Uma lição para os níveis básicos)

 US-unemployment data March 2013

RESUMO:  Neste artigo, movido por uma reflexão sobre o tema trazido à baila por um periódico internacional – The Intercept -, procuro jogar dados e propor reflexões sobre o comportamento errático da economia política brasileira e das forças institucionais que reconduziram o país nos últimos dois anos ao mais absoluto retrocesso social. Sem nenhuma preocupação acadêmica, apenas dando ênfase às referências utilizadas – dados obtidos junto aos organismos de análises e estatísticas nacionais e imprensa internacional, com a intenção de traduzir, de forma geral, as mais concretas razões e os focos que consideram o atual processo de deterioração que conduziram à crise aguda do país em tão escasso período. Caímos de sexta potência mundial ao estágio ridicularizável em que se encontra, com o golpe dos partidos políticos da Direita conservadora e imoral de 2016, um revés em sua história que ainda não se pode mensurar na sua totalidade, dada a extensão de suas articulações e alcance, mas sabe-se que o retrocesso em questões de direitos trabalhistas e o recuo nas relações históricas entre capital e trabalho se acirraram e nos remeteram a um estágio pré-falimentar. É, sem dúvida, um momento de intenso perigo para a emergência de uma  conturbação social, naquela que se arvorava uma potente república das “bananas”!

ABSTRACT: In this article, based on a reflection on the theme brought to light by an international journal – The Intercept -, I try to throw data and propose reflections on the erratic behavior of the Brazilian political economy and the institutional forces that have led the country in the last two years to the most absolute social regression. Without any academic concern, only emphasizing the references used – data obtained from national analysis and statistics agencies and international press, with the intention of translating in general the most concrete reasons and the focuses that they consider the current process of deterioration that led to the acute crisis of the country in such a short period. We fall down from the sixth world economic power to the ridiculous stage in which it finds itself, tanks to the the coup of the conservative and immoral Right of 2016 political parties, a setback in its history that still can not be measured in its totality, given the extension of its articulations and however, it is known that the setback in labor rights issues and the decline in the historical relations between capital and labor have intensified and brought us back to a pre-bankruptcy stage. It is undoubtedly a moment of intense danger for the emergence of a social turmoil in which a powerful republic of bananas was root.

A matéria do The Intercept (Brasil) de 9\02\2018, “O MUNDO JÁ ESQUECEU AS LIÇÕES DE 2008: UM GRANDE CRASH NAS BOLSAS VEM AÍ E VAI SER MUITO PIOR” assinada por Alexandre Rodrigues sobre a nova bolha econômica a estourar e a crise que se avizinha das bolsas mundiais, é interessante, é inquietante! Mas, também é preciso, antes de se remexer nas cadeiras, refletir e entender os mecanismos que engendram estes processos econômicos (e, noutra ocasião, com outro olhar, o papel da mídia atrelada ao capital em suas análises, e, às vezes, suas previsões manipuladoras, nem sempre acertadas, mas sempre voltadas aos interesses de seus mantenedores). É para deixar claro que os efeitos nefastos da nova onda provocada pelos operadores financeiros internacionais se abaterão, quando chegarem, pesada e cruelmente sobre os mais fragilizados, aqueles localizados nas camadas médias e baixas da sociedade que sofrerão e serão vitimados, mais uma vez (99,8% da população mundial), pela ignorância criminosa\maldade dos gananciosos, por mais que a mídia atrelada pretenda nos dizer do contrário. Se fosse um exercício catártico seria bom, como no teatro grego todos sairiam com uma lição aprendida e apreendida, e dariam rumos melhores às suas vidas! Mas parece não ser o caso. Que se suicidem, os grandes especuladores e usurários da miséria humana; é o mínimo que podem fazer e que podemos esperar\desejar, então, como redenção e destino!

As empresas geram empregos, sim, e crescem sim, e os trabalhadores participam, geram, impulsionam este crescimento o que numa economia saudável deveria gerar novos postos de trabalho em concordância com o avanço educacional\tecnológico, e movimentar a economia, aumentar a riqueza gerada a ser redistribuída de maneira justa entre os que a criaram (o ciclo da geração de riqueza, da cobrança de impostos, do investimento do estado na sociedade dividindo e devolvendo à população a riqueza, pela via de serviços e políticas públicos a fim de gerar equipamentos sociais de qualidade que sustentem a cadeia cíclica e saudável do crescimento e do bem estar…)

As manipulações da mídia subserviente asseguram em seus noticiosos, de forma nebulosa, deixando transparecer num jogo de palavras e intenções dúbias que economias “saudáveis” não são necessariamente aquelas que estimulam a produção, mas as que concentram investimentos e foco nas aplicações em mercados, no rentismo, nas bolsa de valores (forte ênfase nesta descrição da vida econômica) que flutuam de acordo com o humor de acionistas majoritários e erros frequentes de analistas financeiros ocupantes de postos chaves nas cadeiras econômicas do governo, e suas análises sobre a ciranda financeira da especulação em números trânsfugos, os cyber dados, os bit coins, tabuleiros de jogos disseminados em grandes cassinos, Nasdaq, NYSE (New York Stock Exchange), EURONEXT,  EUROSTOXX, a Tōshō  do índice Nikkey, e outras circulantes atreladas às alterações climáticas, aos humores das empresas demissionárias, cujos CEOS foram traídos por suas esposas, ou cuja dose de cocaína cheirada não foi suficiente, ou não caiu bem com o whiskey falsificado, ou que procuram se reorganizar para manterem ou aumentarem suas lucros mandando suas funcionários embora, jogos de números sem lastro na flutuação do câmbio dolarizado internacional (como o petróleo brasileiro) etc, que acabam por envolver incautos na ilusão da jogatina fácil e medíocre das bolsas de mercados e valores futuros e presentes, um cassino de cartas marcadas e truques sujos.

As empresas, por sua vez, querem crescer mais, está na gênese do sistema capitalista (há quem defenda que na gênese humana), porque empresários querem enriquecer, ser diferentes, exibir poder e aumentar cada vez mais a distância que os separa do trabalhador comum; o que não significa empresa mais rica, necessariamente, mas ecoa na defesa clássica da teoria das lutas de classes – irrevogável paradigma do capitalismo burguês que sobrevive da exploração da força de trabalho assalariada, logo mal paga desde 4 séculos atrás.

Pois bem, didaticamente, eis como funciona de forma esboçada o sistema que retroalimenta a economia sistêmica do capitalismo: o governo eleito (é uma democracia, em que pesem todos os defeitos quer encerram a dinâmica deste sistema e da ferramenta que é para eleger um governo) que controla o Banco Central (BC) libera os juros baseados em análises que podem ou não ser acertadas e pretendem resultados A ou B para satisfazer determinados segmentos do mercado (bancos comerciais e de investimentos, normalmente *¹ – ver FEBRABAN – o clube mais fechado país), que por sua vez baseados em suas próprias análises, feitas por suas equipes de funcionários extremamente competentes e comprometidos com a saúde econômica do país, umbilicalmente ligados ao FMI, ao Banco Mundial e à industria financeira internacional, demonstram com papéis e números abstraídos de seus laboratórios e discussões (inúmeras brain storms) que obterão lucros exorbitantes com aquelas operações – swaps – que estudaram por dias a fio numa lousa branca e em seus lap tops, e que seguramente pagarão com juros os empréstimos feitos ao BC, e ainda terão sobras suficientes para novos investimentos em outras áreas (lucros – que é o que os move),  e estes bancos tomam empréstimos (que o BC controla, ou deveria controlar) que são oferecidos, por sua vez para os empresários sob condições muito especiais, já que os bancos não querem correr o risco de ver um projeto empresarial dar errado por que tinha uma relação política eleitoral no meio, na liberação da papelada, dos relatórios de impacto ambiental, óbices, por exemplo, dos juízes, desembargadores,  prefeitos, deputados, governadores, senadores que vão dar aquela força para liberarem os alvarás etc. Pois bem estes empresários pegam estes recursos financeiros para si e para as empresas e separaram uma parte para pagar aos ‘amigos’ que os apoiaram, juízes, políticos, desembargadores, um laranja aqui, um traficante de influência de uma agência de publicidade, um marqueteiro, um delgado policial idiota acolá, a secretária das dez, um jagunço etc…. Seriedade a toda prova!

Mas, de onde vem este dinheiro? Ora, estava na sociedade, circulando e fazendo a economia girar, e é, em suma, o tesouro nacional. Ele (o dinheiro) vem do imposto que o governo cobra das pessoas que trabalham, produzem e geram riquezas numa enorme e quase intraduzível cadeia de ‘mercado’ (leia-se atividade humana com fins de sobrevivência) baseada em trabalho e labor, (dois termos absolutamente diferenciados etimológica e historicamente). O imposto é cobrado também das empresas (pelo menos deveria ser) como forma de recuperar o que o governo liberou para os bancos (o intermediário pai da ganância), uma riqueza que está gerada\baseada em toda a arrecadação e bens que circula\possui em seu território e fora dele, recursos minerais (finitos), força de trabalho, população ativa economicamente, empréstimos que faz a outros países (porque crescer lá fora é sinal de saúde e faz parte da competição que o capital estimula e de certa forma se impõe como forma de crescimento), os investimentos no desenvolvimento próprio, dentro de casa, a tecnologia, a produção, o conhecimento etc. (Educação é uma base sólida da riqueza). É a macroeconomia que analisa o gigantesco e impressionante sistema produtivo humano (cornucópia mágica cujo poder ilimitado está concentrado nas mãos de pouquíssimos).

Visto assim (há outras leituras, claro, mas são de caráter técnico e só servem para especialistas gerarem mais confusão) as perguntas mais óbvias são: bancos pagam impostos e devolvem o dinheiro que pegaram do governo (via BC e créditos liberados por agências de desenvolvimento?) Empresas pagam\devolvem este dinheiro emprestado aos bancos? São caloteiros? Sim, em grande parte. Ambos se juntam aos políticos e atuam neste jogo.  Os investimentos empresariais em tecnologia, crescimento, absorção de mão de obra, especialização e foco – novos investimentos – em mercados paralelos e toda gama de processos e produtos envolvidos, cheios de nomes sonoros em inglês (pra brasileiro classe média não entender e ficar encantado) alavancam as empresas de fato? E elas passam a gerar mais economia, mais dinheiro, mais riqueza e crescimento? Geram mais postos de ‘trabalho’ e assim absorvem a mão de obra ofertada? Quantas podem dizer que sim? Sim e somente sim se o governo fizer a sua contrapartida, qual seja investir onde deve investir: simultânea e fortemente em  educação (em todos os níveis) e pesquisa, na criação de uma base industrial científica e tecnológica, e em políticas públicas de amparo ao trabalho e ao trabalhador, infraestrutura, saúde, moradia, energia, transporte, segurança etc…

Apenas umas 200 empresas no mundo todo (e destas somente umas 50 concentram o poder econômico de fato), quase todas ligadas às áreas de tecnologia da informação, da computação, na alimentação e na saúde e pesquisa farmacêutica, com extensões e ramificações no imbricado sistema econômico mundial podem responder sim às questões apresentadas acima. Mas como e quando chegam neste patamar – Corporação – e o que estas empresas fazem, como passam a agir? O Básico é: compram empresas menores (“mercadofagia”) e despedem o groso dos funcionários destas que vão ter de se virar para sobreviverem, não interessa aonde\como, mas de todos é sabido: na informalidade em grande parte! As indenizações e seguros desempregos criados pelos governos para manterem a pantomima se esgotam rapidamente, os planos voluntários de demissão (PVD) são falácias que se exaurem em si mesmas nos primeiros meses com raríssimas exceções! E na outra ponta, estas grandes empresas atuam diretamente nos processos parlamentares e congressuais oferecendo análises e especialistas para assessorar deputados, senadores e ministros para manter o carro andando. E o que faz o governo?  Tenta se defender ou aceita estes lobbies que operam dentro das casas  congressuais (aqui nós falamos deputados e senadores), criando, ditando e adequando regras geralmente em benefício próprio (governos e empresas se amam – todos sabem como se bancam eleições, por mais que leis sejam criadas para evitar o esquema).

Desta forma o governo percebe que com o crescimento predatório das grandes empresas (descontrole ‘mercogenético’?) as médias e as menores perdem e quebram, mesmo após aderirem ao comensalismo desenfreado das grandes a fim de aproveitar alguma migalha, e consequentemente, muita gente vai para a rua tentar se reequilibrar, a maioria informalmente (hoje flexibilizados por novas leis que dificultam muito a vida do desempregado – quem era patrão, mesmo pequeno, se reorganiza com mais facilidade, mas trabalhador entra na crise), até achar outro posto seguro. O governo então abre espaço para ele mesmo assimilar esta massa e o estado cresce (um passo na contramão do estado mínimo, pai e reprodutor irresponsável do escravagismo neoliberal moderno, que se contradiz por ignorância, mas se pauta pela ganância –  “Ganância é bom! Greed is good” no dizer da ex-primeira ministra do Reino Unido Margareth Tatcher, ela mesma tida como a mãe do neoliberalismo que um ou outro “pensador” moderno também chamou de neoconservadorismo).

O estado abre concursos, contrata, precisa se reciclar, defende-se (mas, atua exclusivamente nas áreas de seu interesse, onde deve agir\cuidar, seja na infraestrutura, na saúde, alimentação, educação, transporte, segurança, energia, na burocracia etc – o básico para manter o corpo social vivo, ativo, funcional e se resguardar, pois desde Max Weber sabe-se que a burocracia tem seus próprios negócios). Ruim é se meter onde não deve. Ultimamente, com a criação de agências regulatórias o estado – que se diz modernizar – gestores de programas de televisão ascendem a cargos de comando – tem entrado nesta farra, atendendo a uma demanda específica dos setores financeiros industriais e clubes de empresários que controlaram grande parte da economia mundial e ditam as regras da produção e (péssima – concentrada) distribuição das riquezas em grande escala. O poder trocou de mãos – políticos, industriais, agricultores, estão nas mãos dos financistas que criam fórmulas estapafúrdias para confundir em vez de ajudar, porque tem interesses bem específicos – como o Poder (dinheiro é poder), por exemplo, e colocam títeres maquiados televisivos nos cargos públicos com suas gravatas coloridas e sedosas e seus cabelinhos engomadinhos – pancakes.

Mas, o estado aprende a se virar e incorpora, num intrincado sistema simbiótico, tudo o que a sociedade privada cria de bom (ainda que seja provisório e surja como resposta ao imediatismo das situações de crise – e o que não é?) E por ter de pagar cada vez mais a esta massa crescente (dívida social acrescida de não investimentos em saúde, educação, transportes, segurança, infraestrutura etc…) pagar aos novos funcionários públicos que assimilou via concursos, ele passa a emitir papel moeda que gera inflação e amplia o descontrole sobre suas finanças, seus gastos, seus investimentos. Mas, ainda assim, e talvez por isso mesmo tem de manter hospitais, escolas, rodovias, portos, aeroportos, segurança, indústria (desde a base à da mais alta tecnologia incorporada), militares e sua fome eterna por desenvolvimento bélico, defesa e ataque, ainda que em situação de precariedade, pagar dívidas com outros países, prestar contas aos bancos e credores internacionais que investiram no país, tem de dar enfrentamento jurídico, administrativo e até policial às grandes empresas multi e transnacionais que levam grande parte dos lucros das riquezas geradas aqui no país para fora e não reinvestem onde se implantam, os crimes de desvios em paraísos fiscais e off shores (maldita remessa financeira anual que burla impostos e se faz por baixo dos panos – como foi demonstrado nas contas CC5 da privataria tucana e Banestado, lembra 1995\1996) etc e etc…

Pois bem, ao se ver nesta cadeia de eventos nefastos , uma “sinuca de bico” ele – o governo que representa, o eleito, ou neste caso atual o golpista, que não é o estado – governos vão e vem – emite títulos para se capitalizar e ao fazer isso entra de cabeça na ciranda maldita (aumento da dívida pública) e tenta corrigir seus erros cíclicos aumentando juros, aumentando impostos, procurando equilíbrio das balanças comerciais, retirando direitos dos trabalhadores, até vendendo patrimônio público, invadindo estados com exército e forças armadas (que se expõe  à politicalha ridícula destas gangues de mequetrefes) para ganhar publicidade na TV como a dizer ao surdo mudo: “viu como somos fortes. E firmes combatemos o crime?” Ah! Não entendeu? Então libera mais verba para as TVs, os jornais, as revistas “amigas”…

E a conta nunca fecha, porque nunca é efetivamente cobrada daqueles grandes, dos que sugam muito, dos que tiram muito e nada devolvem, comparativamente, e que se defendem dizendo com hipócrita ironia: “mas, geramos empregos!”, e, consequentemente, alguém tem de pagar!… Joga nas costas do médio e do pequeno cidadão pagador de impostos o ônus desta conta de infortúnio, poupando os grandes porque, dentre outras coisas nefastas, há um mecanismo viciado na política eleitoral, no nosso modelo (nos USA também) – os grandes pagam as campanhas eleitorais que eles chamam de ‘doações’ (agora por baixo dos panos com a nova lei) que serão, logicamente, cobradas com juros altos no futuro daqueles que receberam tais apoios. O conluio entre empresas e governos gera a bagunça da sociedade que perde representatividade – confiança e credibilidade interna e externa, e vira pasto para predadores se divertirem e lucrarem. Somos piada internacional!

Precisam se reeleger. As campanhas eleitorais são cada vez mais caras e são as ferramentas de incitamento dos pequenos, carregam em seus discursos imagéticos e textuais os truques psicoemocionais que movimentam a cabeça e os corações dos eleitores – grande maioria de ignorantes políticos, mas cheios de opinião (moldada por veículos de mídia operantes), e que os levam a votar em A ou B como se fosse numa partida de futebol. Identidade partidária? Bobagem! Que o digam os partidários da escola de Michigan. Importante é quem ganha e a satisfação da vitória, sem maiores consequências. Cartas marcadas, ganham sempre aqueles que forem melhor patrocinados. Mas, se perderem, porque clamor popular às vezes atrapalham os planos do poderosos, sempre se pode dar um golpe e tomar o poder, seja pela força militar, seja por junção de forças paralelas e bem orquestradas – mídia, judiciário, congresso, “com tudo” etc.  As empresas (os empresários) querem “seu dinheiro” de volta! É como se conduz a massa – termo abstrato e amorfo que se deve, possivelmente aos hippies (intelectuais da UCLA – Califórnia?) dos anos 60, e que designava o todo populacional envolvido no processo social, conduzido por políticas e ações do establishment, do estado e de suas agências de distorção mental.

Estas grandes empresas são também, e não por acaso, operadoras das bolsas de valores (no Brasil temos a IBOVESPA – circo da ganância), que lançam, como os governos, títulos para serem consumidos – da dívida pública – papeis legalizados por mecanismos de defesa da economia que dão a sensação ou tentam traduzir que aquele que os detêm são donos, embora pequenos, os sócios minoritários, acionistas da empresa titular, ou do país emitente. Bancos fazem a mesma coisa na bolsa e fora dela, emitem títulos e ações no mercadão comercial por onde transitam indistintamente famílias, homens e mulheres, jovens e maduros: bancos criam novos derivativos, novos papeis, novos lançamentos impulsionados por maciças e contundentes campanhas publicitárias (como as campanhas eleitorais), com promessas de recuperar o investimento do “poupador” (pequeno e médio) sobre índices negativados como inflação, ldi, lci, ldb, pics, uma seria de truques, um discurso non sense que transforma o cliente idiota em um sábio ignorante que se tenta se salvas das crises… Não se estimula a produção, estimula-se o rentismo – ganhar sem fazer esforço – “deixe que seu dinheiro trabalhe por você!” A tal ponto estes programas e truques financeiros são criados que chega uma hora em que ele sequer cobre as despesas da transação, do investimento, viram uma bolha, são vazias, sequer se lastreiam mais em riqueza de fato, em tesouro, ouro, commodities, nióbio, urânio, petróleo (por falar nisso: por isso o enorme interesse internacional no Brasil, no Pré-Sal e em todo o seu petróleo: ele é um lastro tão valioso como o ouro, e diferentemente daquele e embora mais finito numa escala temporal, tem aplicação imediata, sustenta uma enorme estrutura da cadeia industrial-econômica do Ocidente e do mundo – tornou-se padrão universal, e por isso o tomaram de assalto com o golpe de 2016 – iniciado em 2013, mas engendrado desde 2008 quando a bolha imobiliária do tio Sam quebrou a economia do país norte-americano, pela segunda vez sustentada por derivativos – papeis sem lastro e mentiras -, e a crise do 11 de Setembro colocou os USA de joelhos por causa do petróleo iraquiano no mundo árabe, claro, seguido de quebradeira em cadeia mundial nos países que se baseavam no modelo e estavam ganhando com ele.  Que o digam os acionistas majoritários do banco Goldman Sachs.

O Brasil do período (2002\2014) tornou-se a sexta economia mundial, multiplicou suas ações de crescimento investindo em trabalho e moradia, educação, saúde, tornou-se o terceiro  maior produtor\exportador de alimentos do mundo, segurou a crise porque ‘inverteu’ a ordem da pirâmide e, por isso suportou lhe o impacto inicial sem perder o rumo de 2008 – a base da economia estava concentrada, em tese e por um período – ou melhor estava mais diluída – entre os eixos de baixo, entre a força de sustentação produtiva – pleno emprego e salário mínimo de US$ 300 (atualmente congelados) – mercado no qual trinta e cinco milhões de pessoas ingressaram como força de trabalho, ascenderam à classe média, alteraram o status social e geraram uma forte impacto positivo na economia impulsionando a massa trabalhadora a produzir\consumir mais, e os empresários responderam positivamente a isto, e se lançaram numa busca por dinheiro a custo barato – (BNDES) – o país chegou a uma reserva cambial de mais de US$ 370 bilhões (tornou-se credor do FMI), mas, infelizmente os sindicatos e as instituições sociais de amparo ao trabalhador não perceberam isso.

Acomodados, não entenderam que era hora de se aproximar mais dos trabalhadores e ampliar o suporte ao governo mais popular dos últimos 60 anos, e ao se chegar mais a esta massa produtiva (mas, também fortemente consumista) que se erguia, fixar definitivamente um pináculo existencial assegurando o controle de todas as transações e relações do trabalho com o capital, inclusive na legislação trabalhista, dali para a frente! Não foram, num momento de descuido, para as ruas chamar o povo a apoiar e a segurar o crescimento. E sem esta base deixaram enormes lacunas para que os especuladores do mercado de capitais, neoliberais e capitalistas predatórios se abatessem sobre o país e o despedaçassem econômica, política, jurídica, administrativa e socialmente! Deixamos o bandido levar nosso tesouro!

Deixar os trabalhadores e a força produtiva do país fora desta equação (diminuindo-lhes os direitos e conquistas dos períodos Lula\Dilma) foi o maior erro, crime que os governos que se colocaram no Brasil seja pelo voto, seja por ‘golpes’ (PSDB, PMDB, DEM e outras salas de aluguel) puderam cometer. A falta de projetos sólidos e consequentes – os que existiam foram solapados por forças contrárias ao desenvolvimento – geraram este estado calamitoso e puseram fim a um ciclo virtuoso, que embora estivesse passando por turbulências ocasionais de ordem interna, seriam facilmente contornáveis pois podiam contar com o poderoso contingente popular e sua incansável força de trabalho. Ocorre que a esta instituição que faz o grosso do esforço físico maior (energia produtiva) está sendo negada a contrapartida capaz de movê-la e orienta-la na direção certa, da produtividade, do crescimento, da harmonia e na distribuição da riqueza gerada de forma cada vem mais justa! Assim, baseada na venda do patrimônio público nacional, no rentismo em vez de estímulo à produção, na quebradeira da educação e de pesquisa o país caminha para a o cadafalso, e talvez seja isso mesmo que os artífices do golpe (internos e externos) queiram – um país frágil – com a população dividida e colocada de joelhos, se matando por um subemprego, sem garantias, deseducada e ansiosa por salários cada vez mais miseráveis.

 

REFERÊNCIAS  E FONTES DE PESQUISA por tópicos

 Brasil crescimento e problemas:

Número de bancos de investimentos no Brasil estatais e privados:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_bancos_do_Brasil 

http://www.altosestudosbrasilxxi.org.br/index.php?option=com_jdownloads&Itemid=133&view=viewcategory&catid=7

https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/961/4/A%20economia%20brasileira-conquistas%20dos%20ultimos%20dez%20anos%20_P-final_BD.pdf

http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002326/232699por.pdf

https://www.insper.edu.br/wp-content/uploads/2012/05/Ensino-superior-no-Brasil.pdf

http://ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_financas_vol_2.pdf

Lobbies

https://www.revistas.usp.br/organicom/article/download/139088/134437

https://canalcienciascriminais.com.br/lobby-brasil/

http://direitosp.fgv.br/node/63709

 ECONOMIA, CRESCIMENTO E CRISE (medo\inveja?) competição e vale tudo (MMA dos países)…

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/12/131227_brasil_quinta_economia_mundo_lgb

https://oglobo.globo.com/economia/pib-do-brasil-ultrapassa-do-reino-unido-pais-se-torna-6-economia-do-mundo-3513784

http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/04/brasil-deve-recuperar-posto-de-6-maior-economia-em-2013-mostra-fmi.html

https://books.google.com.br/books?id=sSY0DwAAQBAJ&pg=PT80&lpg=PT80&dq=brasil+sexta+potencia+mundial+omc&source=bl&ots=t37rYMNX_8&sig=26mw7sJ3x-1-6nat-XO-OL-125w&hl=pt BR&sa=X&ved=0ahUKEwikwfW92qDZAhWJlZAKHTq4BG0Q6AEIcjAI#v=onepage&q=brasil%20sexta%20potencia%20mundial%20omc&f=false

 

https://exame.abril.com.br/economia/goldman-sachs-e-multado-em-us-5-bi-por-titulos-hipotecarios/

https://jornalggn.com.br/noticia/a-crise-de-2008-como-washington-salvou-wall-street-por-motta-araujo

 Empresas e dados econômicos:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-ja-e-o-terceiro-maior-exportador-agricola-do-mundo,520500

http://forbes.uol.com.br/listas/2016/05/50-marcas-mais-valiosas-do-mundo-em-2016/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_das_maiores_empresas_do_mundo

https://exame.abril.com.br/revista-exame/500-maiores-empresas/

https://exame.abril.com.br/negocios/as-19-empresas-brasileiras-entre-as-maiores-do-mundo-em-2016/

Leituras complementares:

https://www.amazon.com/MANUAL-GERAL-DESEMPREGADO-Globaliza%C3%A7%C3%A3o-Terceiriza%C3%A7%C3%A3o-ebook/dp/B00WTGB0YS

Max Weber – https://www.estantevirtual.com.br/livros/max-weber/economia-e-sociedade-vol-1/2369350552

https://www.passeidireto.com/arquivo/28428425/livro—o-que-e-burocracia—max-weber/5

https://pt.scribd.com/document/137011762/tese-Teoria-da-Burocracia-O-Enfoque-de-Max-Weber-pdf

http://www.sociologia.com.br/max-weber-teoria-da-burocracia-e-teoria-da-acao-social/

https://www.saraiva.com.br/ciencia-e-politica-duas-vocacoes-352672.html

http://lelivros.live/book/baixar-livro-ciencia-e-politica-duas-vocacoes-max-weber-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/

Jessé de Souza –

https://revistacult.uol.com.br/home/jesse-souza-a-elite-do-atraso/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SINGULARIDADES

Publicado: 15/06/2018 em Educação e política

Um buraco negro social!

12\03\2018

singularity

Em três tempos, voltando do Detran SP onde fui tentar a primeira habilitação. Aos 57 anos (mero detalhe técnico!) Não aceitaram, por duas vezes, meus comprovantes de endereço por falta de data. Que se dane! Sou velho! Adoentado…Por que preciso de automóvel, se posso ir de metrô, de ônibus, ou com algum esforço conseguir um Uber ou um taxi… todos tão eficientes!? (sic)

Já na ida, na calçada, entre transeuntes e camelôs com seus produtos, espanto-me com uma lona estendida que oferecia punhais e facas de corte – do tipo rambo assassino silencioso – com empunhadura, gatilho, e lâminas de aço afiadíssimas… Achei estranho! Não há fiscalização? Nenhuma? Ingenuidade pura! Voltei pensando no assunto. Parei na catraca da estação porque o bilhete tem um tempo de espera para poder ser reutilizado. Neste ínterim pude observar uns “nóias” andarilhos naquela praça desumana da estação Armênia do Metrô\SP. Sempre imaginei que como homenagem àquele gente merecessem um território mais rico pela sua história e sofrimento (a que nos contam sobre eles, pelo menos – já que apenas, possivelmente, a elite abastada daquele país consegui fugir às invasões turcas e das guerras passadas). E vieram parar logo ali?!

Entre os “nóias” (explico: drogaditos irrecuperáveis que perturbam as pessoas para conseguirem algum dinheiro e poder comprar drogas dos muitos traficantes da área), pequenos mequetrefes que vivem de vagabundagem e expedientes ilegais, o que me fez lembrar das cenas retratadas por D.H.Lawrence da Londres de 1919 e em filmes e outros livros que já andei vendo\lendo. A história demora a passar ou se repete, mesmo como farsa, já disse o cientista histórico dialético terror dos capitalistas. Deve ter sido assim também na Roma 300 d.C. (o poema de Ovídio, pelo menos, penso eu, não trata destes detalhes!), quando o império entendeu o tratado\estratagema político de Jesus Cristo. A polícia fazia a ronda e a ópera dos três vinténs de Bertold Brecht cantou na minha mente!

“Busca umas pedrinhas pra gente!” Disse um dos três menores (carinhas de estudantes pequenos, pardos e magros de escola pública gazeteando aula, ou simples meninos já sem rumo na vida – isca de polícia e da malandragem mais ‘afinada’) ao entregar dinheiro para outro, maior de idade, também magro, alto, que se trajava como todos – roupas velhas, blusas, camisetas, bermudas e calças sujas e surradas maiores que seus corpos, bonés e mochilas nas costas. O uniforme da miséria social promovida!

Decidi entrar no metrô com eles na mente; um dia algum sobrevivente poderá ser qualquer coisa na vida, afinal vivemos numa democracia meritocrática que organizou o sistema e oportuniza iguais condições para todos que queiram “vencer na vida”! Um soldado, um policial, um professor, advogado ou juiz, um engenheiro ou arquiteto, um médico, enfim… Num futuro fictício, num sonho, num poema sujo qualquer…  Tivemos até um presidente técnico torneiro mecânico (uma raridade, admitamos!) Claro que ele foi um escolhido, meticulosamente como o Jesus lá de Nazaré (“aquela terra de onde nada de bom poderia sair” segundo os patriarcas judeus donos ciosos do Sinédrio), pois alguém percebeu nele as qualidades necessárias e suficientes para torná-lo no que se tornou. Talvez o romano Pôncio Pilatos! Um outro general de brigada ou com mais estrelas. Quem sabe!? Um cara capaz de lutar e resistir contra o sistema imposto por elites cruéis a favor dos menos afortunados merece destaque. Pelo menos é assim que nos ensinam sobre eles, Hércules, Moisés, o Cristo, o abençoado, o ungido, o protegido de Deus, que talvez fosse como um daqueles gregos (de onde se traduz o nome ‘Christos‘) semideuses, humanos com poderes especiais e proteção franqueados pelos deuses e origem divina.

Foi pensando assim que vi dois carinhas entrarem no mesmo vagão em que eu viajava, não para venderem pequenos aparelhos roubados ou cacarecos semi- eletrônicos, aliviados das cargas do Porto de Santos e ou traficados do Paraguai numa boa pela Ponte da Amizade, aquele tipo bem característico de propaganda não acadêmica, o camelô de rua mesmo, você sabe: pen drives, fones de ouvidos, capinhas para celulares e documentos, três por cinco etc… Não! Estes caras entraram (e isso também já é comum) carregando instrumentos musicais: um com seu violão e outro com seu violino. Jovens, apresentaram-se como ‘artistas de rua’ e tocaram muito bem (sou exigente!) um clássico batido da pop rock norte-americana dos anos 70 “Dust in the Wind” do grupo Kansas, e depois uma do Luiz Gonzaga, porque aqui é a terra da fusão universal (dizem os acólitos de Sérgio Buarque de Holanda). Enfim, foram aplaudidos e passaram o chapéu. Mas, não lhes dei nada, não ando com dinheiro no bolso, apenas sorri quando o violinista ao me olhar reconheceu pelo meu gesto a minha aprovação, e me sorriu de volta! Beau geste!

Desci do trem pensando que se um dia eu tivesse um carro não veria estas coisas e não teria sequer a chance de pensar nelas como um caldo fervente e agudo, aquecido pelo anseio das tantas almas perdidas à procura de algo, em um desespero natural que nenhum sistema humano será capaz de oferecer solução, ainda que alguns tenham tentado e se esmerado em reconhecer a necessidade urgente de um projeto social, um conjunto, um repertório de aproximações culturais capazes de gerar um sentido civilizatório. E imediatamente a imagem das facas assassinas frias e silenciosas na barraca de rua me vieram à mente!

Nenhuma civilização que se baseia no uso de armas feitas para matar seus semelhantes merece este nome! Podem até ter um enorme repertório cultural e praticá-los sob a égide de um sistema legal\judiciário proibitivo\punitivo, seguir uma ética e padrões de acordo com o quê e onde vivem, mas jamais serão civilizados! Serão ilegítimos, sempre. Não alcançarão à glória dos deuses! Por mais que busquem a perfeição, por mais que repitam a busca, desde o grande dilúvio e talvez até antes dele, como nos deixa entrever Gilgamesh em sua luta contra o monstro que o perseguia, serão sempre o que são: metade animal feita do que tirarem da terra e da incapacidade de preservarem-na como ela merece! Por que têm uma fome imorredoura, infinita!

E uma pergunta ficou pulando na minha cabeça como um “kangaroo” australiano da planície na frente de um inglês intrépido: – “Afinal, o que é mesmo que os seres humanos querem? Será que é Vida?” Agora me digam que diabos é esta Vida?

Não deve ser a sua…

 

socrates-discipulos

Não consegui traduzir os escritos na língua árabe do quadro acima. No entanto, a legenda diz Sócrates e seus pupilos. Estranhei, a princípio. Desconfiando, sem, contudo, poder provar minhas ideias, levanto as seguintes questões: Platão teria andado pelo Egito, mas, há algum relato de tê-lo feito também por terras persas?

Porque o ‘biógrafo’ (ou o relator das peripécias do pensador grego Sócrates) foi Platão. Há outras duas – apenas – indicações de que o homem Sócrates existiu, uma de Aristófanes (escritor ateniense de As Vespas, A guerra dos sexos – Lisístrata, entre outras), localizando-o em seu texto As nuvens como um sofista, portanto, um homem de caráter discricionário e pejorativo, um perdulário de elite que cobrava para falar, cuja existência, por si só, denunciava e apontava a decadência da democracia ateniense. E outra no próprio diálogo de Platão – O Banquete – onde Aristófanes (que já imaginara ser Sócrates um sofista nas Nuvens), convidado para o simpósio, apresenta uma versão curiosa sobre o amor e os gêneros dos amantes humanos: masculino, feminino e andrógino.

Pois bem, não sei outro Sócrates senão o ateniense, e, portanto, o retrato acima, mostrando-o vestido com típicos trajes persas me aguçou a curiosidade. É certo que o mar que separava as terras de Dario I da Grécia insular e continental era pequeno (birremes e trirremes de ambas as marinhas faziam a viagem em um dia e meio). E que aquele guerreiro olhava com ganas para a outra margem que lhe abriria, novamente, caminho para a Europa mediterrânea, em direção à Sicília, e hoje Itália, à Espanha, França, Portugal  etc… O excelente livro de Gore Vidal, Criação, nos oferece um cenário favorável para viagens mentais e permite divagações sobre os encontros entre estes povos – gregos e persas e outros. As disputas espartanas (“o ying da civilização grega!”) – batalha de Termópilas – contra o exército persa, e que o atrasou em três dias é também um fato histórico bastante divulgado. 300 virou gibi. Vem daí, talvez, por divagação e inconclusos descaminhos mentais, a imagem acima ou a evocação desta memória milenar.

O que se sabe é que persas, árabes e muçulmanos, numa sequência histórica: zoroastristas e maometanos fundiram-se na criação do islã, e que esta religião tem apreço pelas Ciências e pelas Artes – Matemática, Física, Arquitetura, Astronomia, Música, Biologia, pela Filosofia e, que, provavelmente, guardaram os ensinamentos de Aristóteles, discípulo de Platão, e muito mais do que a cristã, oferece aos seus seguidores espaços e possibilidades de acesso a tais conhecimentos.

Ora, Aristóteles foi mestre na corte de Filipi II, pai de Alexandre III, o guerreio macedônio da dinastia argéada (diziam-se descendentes de Argos e Hércules) conquistador que tanto quanto seu rival persa Dario I, e seus filhos Xerxes, I e II (Artaxerxes – assassinado pelo irmão) ansiava por expandir territórios, domínios e conhecimentos para além de suas fronteiras. Persas em direção ao Oeste, poente, e gregos comandados por Alexandre na direção oposta – Leste, nascente. Aluno de Aristóteles, Alexandre direcionou sua sanha imperialista em direção à Pérsia, chocando-se com Dario III, quando conquista definitivamente aquele território e chega até a Índia.

Antes, porém, faz guerra permanente para conquistar territórios da Magna Grécia e submete tribos inteiras ao seu despotismo: trácios, ilírios, atenienses, espartanos, calcídicos, olínticos entre outros povos. Com a unidade garantida em um reino forte decide investir contra seus inimigos orientais os aquemênidas, a dinastia que começou com Ciro, o Grande, bisavô de Dario I. Ciro sim, o grande responsável pela aceitação do Judaísmo e suas trocas influentes com o transcendentalismo Zoroastrista que resultou na criação das duas maiores religiões Ocidentais – cristianismo e islamismo.

Bom, isto historicamente colocado e descrito por Xenofonte, Heródoto, Plutarco no passado não pode mais nos deixar intrigados quanto às possibilidades de Sócrates (sabe-se tinha sido soldado e por isso mesmo chamou a Coragem de a única virtude) ou Platão terem recebido forte influência persa, e a levar em conta as afirmações dos orientalistas, estudiosos e filósofos norte-americanos Arthur Uphan Pope e Will Durant este pressuposto ganha peso e concretude: –Por milhares de anos os persas vêm criando beleza. Dezesseis séculos antes de Cristo, nestas regiões ou em seus arredores… vocês vêm sendo aqui uma espécie de divisor de águas da civilização, despejando seu sangue, seu pensamento, sua arte e sua religião para leste e oeste, sobre o mundo… Não preciso relembrar a vocês os feitos de seu período aquemênida. Foi então que, pela primeira vez na história conhecida, um império quase tão extenso quanto os Estados Unidos recebeu um governo ordenado, uma administração competente, uma rede de comunicações velozes, a segurança nos movimentos de homens e mercadorias por estradas majésticas, igualado, antes de nossos tempos, apenas pela Roma imperial em seu auge.”

 

 Referências –

Xenofonte – https://pt.wikipedia.org/wiki/Xenofonte

Heródoto – https://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3doto

https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Aquem%C3%AAnida  – “The History of the Persian Civilization” by Arthur U. Pope.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Will_Durant(PDF). Addressing ‘Iran-America Society. Will Durant – Mazda Publishers, Inc.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gore_Vidal – Criação – Ed. Nova Fronteira 2006

I.F.Stone – O julgamento de Sócrates – Cia. de bolso 2004.

 

 

A merenda das escolas pública do estado de São Paulo foi roubada. Ninguém foi preso, mas há denúncias graves contra o presidente da ALESP – procurador de Justiça Fernando Capez do PSDB (partido no governo do estado desde, pelo menos, 1992). Os envolvidos no assalto e presos pela polícias entregaram o procurador Capez como sendo mandatário do crime, mas até agora nada foi apurado. Nesta hora a Justiça fica lerda. Mas, terá de ser feita, mais cedo ou mais tarde…

 

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Vídeo  —  Publicado: 28/06/2016 em Educação, Educação e política, Pátria Educadora

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Boa leitura!

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